Como nunca se deve deixar nada a meio, eis que chega a continuação do post "Nas nossas mãos...". Os parágrafos dedicados à auto-exploração deixaram a impressão que muito mais haveria a dizer sobre esta actividade. Como este assunto dificilmente se esgota, ao contrário das munições do pequeno Sandokan, as linhas que se seguem esperam-se elucidativas sobre alguns dos mistérios da Masturbação Alternativa.
A MA, que pode ser considerada por alguns o resultado da evolução natural da tradicional, introduz na equação Sekoviana a variável da criatividade. Impotência crónica aos evolucionistas pensarão alguns. Abram alas à inovação e ao choque tecnológico pensarão outros. A verdade pura e dura resume-se, no entanto, à constatação de que, tal como a mão de cada um ou uma deverá ser livre de escolher o rumo e ritmo que pretende seguir, também a liberdade da opção pela MT ou MA deverá ser colocada nas mãos do povo. A principal preocupação de cada um deverá ser o de estar informado sobre o que envolve cada uma destas correntes.
A MA, a corrente aqui abordada, caracteriza-se por ser um exercício de auto-satisfação sexual que estimula o cérebro. Algo como o Suduku, mas mais ao lado. Se por um lado a MT, tal como a dança, se limite à questão primordial do ritmo e da cadência, por outro a MA lança o desafio de complicar o que pela repetição simplificada se tornou monótona e insatisfatória. É aqui que a criatividade entra em acção. Foi num destes momentos que alguém pensou – " E se eu agora ligasse todos os meus telemóveis antigos, os colocasse em modo vibratório e os prendesse com fita-cola à volta do dito cujo?". Foi num destes momentos de inspiração que alguém olhou para os naperons do aparador da sala e pensou – "O cetim faz ferida?". Foi ainda num destes momentos iluminados que alguma menina ou mulher pensou – "Se eu colocar o meu iPOD com o volume no máximo, exagerar nos baixos na minha colectânea do Barry White e encostar os auscultadores ao meu períneo, será que consigo descobrir o que é o squirting via experimentação?". Se quisesse podia estar aqui até amanhã com ideias e sugestões, mas não é esse o meu objectivo. O que pretendo é reflectir sobre o que leva os adeptos da MA a dar cabo dos biblôs de casa e o que poderá, eventualmente, justificar o amor doentio que algumas das nossas primas têm pelo seu primeiro telemóvel com 300 gramas, 15 cm de comprimento e 4cm de grossura.
Para ser sincero julgo que a razão por detrás da MA deve ser a já referida monotonia e consequente insatisfação. Se o independente já está farto de levar sovas dos 5 deputados da esquerda e dos outros 5 da direita, então não lhe resta outra alternativa que o tentar participar em actividades parlamentares onde, apesar de continuar na presença dos mesmos deputados, tem a possibilidade de interagir com elementos externos. O que mais, senão a monotonia, poderá levar alguém a comprar uma abóbora de 2 em 2 meses sem nunca ter feito uma sopita ou uma filhó? O que me faz alguma espécie é a logística envolvida na aglomeração das condições necessárias para a prática desportiva. Sim, pois tal como o ginásio 3 vezes por semana, a masturbação sem jóia e sem mensalidades exorbitantes, pode ser responsabilizada pelo gasto de umas quantas calorias. Se para a MT se exige um local, confortável de preferência, os AI (q.b.) e um plano PT (papel e /ou toalha), para a MA só Deus e o dedilhador sabem o que precisam e quando. Abre-se aqui um interessante nicho de mercado. Uma empresa de entrega de tudo o que um adepto de MA poderá precisar para satisfazer o seu solo. Se o Belmiro chegar a ler isto é capaz de desistir da OPA e optar por bater umas...notas no desenvolvimento desta ideia. Já vejo o letreiro em néon com um rosa e verde estilo Miami Vice.
CALL-MA – Connosco ficas de certeza de mãos a abanar!
Paralelamente seria possível vender alguns livros do tipo – " MA para Totós", "MA em 10 lições" ou ainda " Uma aventura com os 5 e a MA". O potencial do merchadising decorrente seria enorme sendo o maior sucesso de vendas os naperons com alvos. 5% da venda destes naperons reverteria para a Casa do Artista da MA, às suas actividades de divulgação e workshops, bem como à realização de cursos de iniciação transdisciplinares em parceria com o Chapitô.
Como remate desta temática, que por minha culpa, tão grande culpa, é abordada de forma muito confusa neste post, fica a ideia de que a MA tal como outra opção qualquer a nível sexual (desde que legal) deve ser respeitada. Se os quebra-nozes ou os espremedores de citrinos do Philippe Starck têm uma função alternativa em algumas casas o problema é apenas de quem os usa. Dessas pessoas e do pessoal do SAP, mas não há nada que uma ventosa e umas compressas com betadine não resolvam. O importante é que sejamos felizes e que não se sinta prurido em assumir-se que essa felicidade pode por vezes vir na forma de um simples requeijão desfeito em leite condensado com uma pequena amostra de aroma de morango.
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