Há coisas que não percebo. Por exemplo, nunca percebi a atitude convencida das moças e mulheres gordas e/ou feias que povoaram a minha juventude e a minha vida adulta. Será que não percebiam que sendo gordas e/ou feias as probabilidades de levarem uma rabecada já eram reduzidas e se assumindo uma atitude convencida essa probabilidade aumentava exponencialmente? Achavam talvez que nós moços pensaríamos - "Ummm. Aquela gorda e/ou feia está a fazer-se difícil...Isso excita-me. Quero cortejá-la e fazê-la cair nos meus braços para depois a fazer rosnar como uma leoa em cio." Não me parece. Acabávamos por pensar- "Ummm. Aquela gorda e/ou feia está a fazer-se difícil. Ainda bem pois hoje não me sinto na disposição de acabar a noite a pedir desculpa ao meu pénis." Porque na realidade é isso que fazemos nas manhãs em que acordamos, olhamos para o lado e vemos a razão mais plausível para deixar de beber em quantidades industriais. O engraçado é que depois a desculpa do -"Não me lembro de nada. Tava todo F*****" - é logo usada como se ajudasse a minimizar, perante os amigos, o mal que já estava feito. Podemos até tentar esquecer o sucedido, mas é difícil esquecer uma mulher sobre a qual tivemos de dar 2 voltas para sair de cima. Podemos até mentir aos nossos amigos dizendo que nada se passou, mas é difícil apagar as memórias de uma bunda cujas nalgas eram tão grandes que até têm direito a códigos postais diferentes. Podemos até tentar apagar este evento do nosso passado, mas nada marca mais um jovem que um rosto inesquecível por ser tão feio.
Eu não era esquisito. Agora sou casado o que é mais ou menos a mesma coisa que ser esquisito. Não posso lançar o meu pequeno Sandokan à aventura sempre que o Capitão Testosterona lance a alerta. Contudo, quando eu e o meu parceiro de aventuras tínhamos imunidade diplomática e andávamos por toda a parte, o que nos deixava perplexos era a pose de algumas jovens que, apesar de parecerem o boneco da Michelin e de servirem como exemplos de casos irreparáveis em cursos de cirurgia plástica, se pavoneavam como se o seu corpo fosse um objecto de desejo inatingível. E para quê? Para nada. Para no final ficarem a sós tendo como único regalo os "dois dedos" de conversa que têm consigo próprias.
Um conselho às mulheres gordas e/ou feias. Ou começam a introduzir a simpatia na vossa atitude ou então se quiserem jogar ao prego é melhor começarem a pagar copos ao pessoal. Afinal de contas alguém dizia que não existem mulheres gordas e/ou feias, existe é pouco álcool.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
1 comment:
aconselho toda a aliança (tic) a ler com atenção todo este post, principalmente os mais religiosos...
esta frase vai caminhar para sempre nas nossas vidas
"não há mulheres gordas e/ou feias. há é pouco álcool!"
hum hino à boa cama, cama boa!
dinisTIC
Post a Comment