A defesa de uma tese, seja ela de que grau académico for, deverá ser composta pelos objectos seguintes:
1 - Calmantes O número não interessa o que interessa é a potência.
Quanto mais importantes são os elementos do júri, maior deverá ser a dosagem. Existe nesta área um nicho de mercado ainda por explorar e que poderá ser colmata com a criação de calmantes com o formato de autocolantes, semelhantes aos já existentes com nicotina. Suponho que para a defesa de minha tese utilizaria um de corpo inteiro, como se de um fato térmico se tratasse.
2 - Creme para ferida "Mente&Corpo"
Quer pelo tempo que se passa sentado a ouvir críticas, quer pelas mazelas infligidas a nível psicológico, este creme serviria para sarar o interior e o exterior do candidato. Em alguns casos nem um boião de 1 litro deste creme serve para amenizaras dores infligidas pelo júri.
3 - Manual ilustrado "Tudo o que queria e não queria saber sobre o sado-masoquismo"
O paralelismo que pode ser estabelecido entre este fetish e o que se passa numa defesa é por demais evidente. Não deverá ser negada ou combatida já que é algo tão antiga como a própria academia. Aceite esta verdade a melhor estratégia é a de aprender a lidar com o inevitável.
4 - Comprimidos para a azia
A azia surge sem ser anunciada e o agente que o provoca, tal como o diabo, poderá assumir várias formas e identidades.
5 - Gurosan ou KGB ou algo com o mesmo efeito
Alguém tem dúvidas que não há nada que deixe mais marcas que um encontro do último grau com Baco? Quem passa 4, 5, 6, 7, n anos a trabalhar em torno do mesmo guardou, certamente, muitas promessas de brindes com amigos e familiares. Porque não cumprir as promessas de uma só vez? Ora vejamos:
- 1 brinde ao candidato que acabou o calvário;
- Um mínimo de 3 brindes à família (esposa/namorada/companheira e, porque sou um rapaz moderno e tolerante, companheiro; mãe e pai)
- 1 brinde a cada elemento do júri (juris mais pequenos são mais fígado-friendly).
Por esta altura Jenny Preece já parece o nome de uma estrela porno e epistemologia já soa a uma doença venérea. Se coisa ficasse por aqui ficava-se bem, o pior é que o calvário, ou antes o copário, ainda não acabou. Os amigos, próximos ou não, marcarão a diferença entre a euforia e o coma alcoólico. Na minha modesta opinião, que vale o que vale, os brindes aos amigos deverão ser dispersos pelo resto da vida. Os conhecidos que me perdoem, mas tenho apenas 1 fígado.
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