Thursday, November 15, 2007

Pai....quero ser um socialite

Penso que é inacreditável o fenómeno social, a que temos infelizmente assistido nos últimos anos, que consiste no aparecimento de pessoas que fazem não sabemos bem o quê e que aparecem do nada entrando pelas nossas casas a toda a hora. Pergunto eu, mas quem é que de juízo perfeito, pode pensar que estes parasitas da sociedade trazem algo de proveitoso para a mesma? Não desenvolvem qualquer tipo de actividade que produza efeitos benéficos para o ser humano a não a feliz conclusão, a que chegarão alguns maníaco-depressivos, de que afinal existe quem seja ainda mais inútil e aberrante que eles próprios. Felizmente existem as revistas cor-de-rosa que, desde que não acabem a forrar o fundo de uma gaiola, servirão como documento de registo de que estas personagens viveram entre nós e de que, a determinado momento, a sociedade foi tolerante e inclusiva em relação a estas pessoas com necessidades especiais, ou antes, manias. Estarei a mentir ao dizer que não produzem nada. São capazes de produzir as maiores barbaridades verbais e vidas e opiniões vazias sobre nada. Poderão estas personagens dizer que estas minhas linhas têm exactamente o mesmo valor. Isso poderá até ser assumido como verdade, mas o que aqui escrevo tem o valor que tem e não é bradado aos céus como a verdade suprema. Fico sem saber que o termo correcto a utilizar no caso destes Zés-ninguem não deverá ser berrado, ao invés de bradado, já que estes cromos parecem, em diversas ocasiões, ovelhas em rebanho atrás de quem paga pela sua inútil presença. Desconfio que se somássemos o QI de qualquer painel de inúteis socialites o resultado seria menor que a soma dos dias de um ano. A mim dá-me pena. Tanto neurónio a morrer de solidão...

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