Tuesday, November 27, 2007

respira fundo, não chores e mantém...

Estava eu no Jumbo a comprar umas 100g de peito de frango em forno de lenha quando, sem saber bem porquê, fiquei vidrado a olhar para um dos monitores que distribuíram por toda esta superfície comercial. Enquanto esperamos que chegue o nosso número, somos presenteados com meia dúzia de anúncios e uns quantos apontamentos de reportagem que noutro contexto não captariam a nossa atenção e ficamos para ali entretidos. No caso que vos relato fiquei a olhar para uma reportagem sobre uma prova feminina de triatlo. Pensei para os meus botões: "Epá! Se elas aguentam uma prova extensa de natação, ciclismo e atletismo...uma sessão de saricoté e estalada no funáná para estas damas deve ser coisa para durar umas horas sem problemas nenhuns." Pensem comigo. Quem consegue aguentar uma prova tão exigente como a do triatlo não deve ser fácil de cansar com uns 15 minutos de ginástica rítmica localizada a pares. Sou mesmo pessoa para apostar, ainda que apenas num regime de suponhamos, que é algo suicida desafiar uma destas atletas para o bem bom. Não percam o fio à miada e sigam-me mais um pouco. Sem querer deitar por terra a mui digna autonomia sexual destas atletas, não será a mesma um elemento dissuasor de uma hipotética abordagem de um jovem candidato a um tango a dois? Ok, se considerarmos que o look "acho-te linda a milhas em dia de nevoeiro cerrado" da Vanessa Fernandes é a obra prima do poder de dissuasão sexual, o segundo na lista de agentes dissuasores continua a ser o risco de morte no leito durante o deleite. Jovens de todo o mundo eu vos aconselho. Para não correrem estes riscos e para bem da saúde do vosso pequeno Sandokan sigam a sugestão seguinte. Bom. Talvez o melhor conselho seja o de viverem um pouco e colocarem o vosso corpo e a vossa mente perante uma prova de fogo. Se ficarem a arder no final e intocáveis, mas pelos piores motivos e apenas nas zonas particulares, então paciência. Pelo menos ficam a saber como foi e não há nada que um pouco de soro fisiológico fresquinho, umas compressas e o Música no Coração (filme com menor carga sexual dos século XX) não cure.

Thursday, November 15, 2007

Pai....quero ser um socialite

Penso que é inacreditável o fenómeno social, a que temos infelizmente assistido nos últimos anos, que consiste no aparecimento de pessoas que fazem não sabemos bem o quê e que aparecem do nada entrando pelas nossas casas a toda a hora. Pergunto eu, mas quem é que de juízo perfeito, pode pensar que estes parasitas da sociedade trazem algo de proveitoso para a mesma? Não desenvolvem qualquer tipo de actividade que produza efeitos benéficos para o ser humano a não a feliz conclusão, a que chegarão alguns maníaco-depressivos, de que afinal existe quem seja ainda mais inútil e aberrante que eles próprios. Felizmente existem as revistas cor-de-rosa que, desde que não acabem a forrar o fundo de uma gaiola, servirão como documento de registo de que estas personagens viveram entre nós e de que, a determinado momento, a sociedade foi tolerante e inclusiva em relação a estas pessoas com necessidades especiais, ou antes, manias. Estarei a mentir ao dizer que não produzem nada. São capazes de produzir as maiores barbaridades verbais e vidas e opiniões vazias sobre nada. Poderão estas personagens dizer que estas minhas linhas têm exactamente o mesmo valor. Isso poderá até ser assumido como verdade, mas o que aqui escrevo tem o valor que tem e não é bradado aos céus como a verdade suprema. Fico sem saber que o termo correcto a utilizar no caso destes Zés-ninguem não deverá ser berrado, ao invés de bradado, já que estes cromos parecem, em diversas ocasiões, ovelhas em rebanho atrás de quem paga pela sua inútil presença. Desconfio que se somássemos o QI de qualquer painel de inúteis socialites o resultado seria menor que a soma dos dias de um ano. A mim dá-me pena. Tanto neurónio a morrer de solidão...