Wednesday, October 31, 2007
e depois?
Sim senhor. Este é o tipo de notícia capaz de mudar, de um momento para o outro,
o curso do meu dia. Não sei bem porquê, mas notícias como estas obrigam-me a dar dois passos atrás e pensar no trabalho que permitiu a alguém afirmar, com todas as letras, que foi detectado um buraco negro 33 vezes maiores que o Sol. Reparem no detalhe do valor. 33 vezes. Nem 34, nem tão pouco 32. Dezenas de anos de estudo e milhões de dólares em equipamento depois somos prendados com esta notícia que não influenciar a vida de nenhum de nós. Sou pessoa para apostar que nem sequer são 33 vezes. Aposto que os astrónomos envolvidos neste estudo devem ter algum fetich secreto que envolve batas, enfermeiras e doutoras e que, ao invés de nos presentear com um valor composto por mais de 100 dígitos, optaram por dar vazão à sua tara através da adopção do número 33. Talvez nem exista este buraco negro. Talvez a equipa de cientistas estivesse próxima do prazo de entrega do relatório final da bolsa de investigação recebida para o projecto e, depois de terem gasto o dinheiro, olharam uns para os outros e tiveram a conversa seguinte:
Cientista 1 - "Epá! Não seria má ideia termos alguns resultados para justificar o dinheiro que gastámos. Alguma ideia?"
Cientista 2 - "E se inventássemos mais um buraco negro? Mais um, menos um... E quanto ao tamanho? Pode ter o dobro do tamanho do Sol?"
Cientista 1 - "Não!!! Isso é p´raí o tamanho o ego do Mourinho. Tem de ser muito maior. No mínimo 33 vezes maior do que o Sol."
Cientista 3 - "Posso dar um nome ao buraco negro?"
Cientista 2 - "Podes. Pareces teres jeito para essas coisas abichanadas."
Cientista 3 - "Não tenho nada!!"
Cientista 2 - "Acho que o facto de seres o único com um telescópio cor de rosinha, ficares doido quando se fala em buracos negros, e dar-lhes nomes como Roberto, Eliseu, e Andrade, quer dizer alguma coisa."
Cientista 3 - "Em primeiro lugar o modelo cor de rosa estava em saldo!Em segundo são nomes dos meus amigos do Hi5"
Cientistas 1 e 2 - "Pois..."
Invenções à parte, e num tom mais sério, fica a ideia que andamos, por vezes, a olhar em demasia para o céu e temos deixado o que se passa na Terra em segundo plano. Se quisermos descobrir buracos negros do tamanho do universo não precisamos de olhar para o céu. Basta olharmos para a defesa do Sporting começando pelo Tiago. Por falar em céu e Sporting... Força Fátima.
Monday, October 29, 2007
Coisas simples que nos parecem naturais
Deixar, por vezes, os boxers usados no chão não é um sinal de bandalheira. Deve, ao invés disso, ser entendido como forma de assegurar que não usamos o mesmo par mais do que um dia. Boxers em contacto com o chão podem facilmente entrar em contacto com os novelos de cotão que por vezes ali se acumulam. Este contacto, embora por vezes possa ser algo rápido e limitado à duração duche, pode facilmente resultar à posteriori numa comichão irritante na púbis e, pior ainda, no depósito de bocados de cotão que podem dar a impressão que o pequeno Sandokan não é usado há algum tempo. Quando muito o cotão pode encontrar algum espaço de depósito no nosso umbigo. Na zona genital não me parece boa ideia e por isso nada mais fácil que utilizar esta armadilha como uma estratégia para não usar "sem querer" os mesmos boxers 2 dias seguidos por motivos tão dignos como o facto de não termos uns lavados. É natural vistoriar a roupa interior e separar a mesma em categorias como: aceitáveis, nem por isso, e mais medalhados que a Vanessa Fernandes. Esta última categoria já se encontra no limiar entre a arma química e o defunto hindu pronto a ser queimado.
Puxar as orelhas à cama é outra prática que nos parece natural. Na maioria dos casos a cama terá direito a apenas 1 ocupante e, porque não estamos na tropa nem queremos impressionar alguém, optamos apenas por puxar os lençóis e os cobertores. O lençol de baixo está todo engelhado? E depois? Não dormi assim a noite toda? Se serviu para ontem à noite porque hei-de mudar algo que funciona?
Por agora fico por aqui. Contudo, voltarei a este assunto.
Wednesday, October 24, 2007
Ui ca bom!
Agora quando tudo indicava que a estupidez humana tinha chegado ao limite com os resultados das eleições do PSD, eis que nos chega um concurso que vem colocar a cereja no bolo. Um concurso para fingir orgasmos era mesmo aquilo que a humanidade estava a pedir. Será que não havia mais nada para ver, avaliar e premiar? Será que não chega a tormenta de pensar que há mulheres que fazem isso e nós, os homens, todos contentes a pensar que levamos mais pessoas à lua que a NASA. Agora isto de andar a dar prémios às mulheres para melhor banda sonora do "O" não lembra a ninguém. O que lembra a ninguém é aceitar fazer parte de um júri que avalia a prestação das candidatas. Tenha uma certa curiosidade em saber que itens serão considerados na avaliação do orgasmo falseado. Ritmo? Índice de ofegação? Suor produzido na simulação? Olhar lascivo e mordidelas no lábio inferior como quem diz: "Ui ca bom!"?
Esclareçam-me também outra coisa. Se este júri é capaz de avaliar um orgasmo falso, será que os seus elementos são também capazes de identificar um orgasmo falso tido, ou antes fingido, durante um acto sexual em que estão a participar? Se forem capazes desta proeza é porque estão mais preocupados com o destino e não tão preocupados com o caminho. E isso é meio caminho andado para a criação de momentos de treino para as participantes neste tipo de concurso. Confúcio dizia: " Dá um peixe a um homem e ele terá comida para um dia, ensina-o a pescar e terá sempre comida." (A tradução não é bem esta, mas faz de conta que sim. Apenas conheço a versão em inglês que faz parte da letra de uma música dos Arrested Development e traduzindo à letra não soa muito bem.) Traduzido para este contexto, o dos orgasmos fingidos, poderemos entender estas palavras sábias da seguinte forma: "Dá uma vez motivos à tua companheira para ela fingir um orgasmo e ela o fará uma vez, um dia, talvez por volta das 6 na marquise dos teus pais enquanto vocês fingem que estão a pôr uma máquina de roupa a lavar. Fica à coca para ver se ela finge orgasmos e então ela terá mesmo motivos para os fingir e nada, nem cremes nem nada, poderá salvar a vossa vida sexual (nem aqueles aneis penianos com modo vibratório da Durex)."
Talvez Confúcio não quisesse dizer bem isto, mas é possível que ele pensasse desta forma nos dias que correm. Digam não à falsidade. Digam não à teatralização do clímax. Digam sim à sinceridade. Por vezes mais vale um: "Pois. Vou dar-te um 12 pelo empenho, mas um 8 na eficácia." duro, mas sentido, do que um : "Ai não me acredito! Estou a ver estrelas de tão upa la la que isto está ser!" tão falso como as promessas do Sócrates.
Tuesday, October 23, 2007
Vivó teatro
Não sei se é bem assim. Para se ser a verdadeira encarnação do teatro em pessoa aposto que o candidato a tal honra terá de estar tão possuído pelo espírito do teatro, mas tão possuído, que até os seus traque parecem pancadas de Molière.
Monday, October 22, 2007
fogos habitacionais
Bancos e entidades credoras tentam fazer o mesmo em Portugal.
Sunday, October 21, 2007
Do criacionismo à guerra.
- apoiar uma guerra contra o Iraque sem saber sequer onde fica localizado;
- canalizar fundos milionários para uma guerra quando internamente não é capaz de fazer fazer frente aos problemas criados por uma catástrofe natural;
- eleger para governador um actor cuja frase que ficará para a eternidade é - "I'll be back!"
- e eleger, não uma, mas duas vezes o Bush Jr. para presidente.
Julgo que este último item comprova a teoria que os americano têm no DNA o gene do burro caso contrário não elegeriam um asno para presidente.
Voltando ao criacionismo, e deixando os jericos em paz, não posso deixar de ficar perplexo quando vejo pessoas adultas, formadas, com acesso a uma infinitude de fontes de informação, a afirmar uma crença pia de que o que está escrito na Bíblia é a mais pura verdade. Isto explica muita coisa. Se considerarmos que grande parte destes 51% acredita que o sexo é algo pecaminoso, que se devem manter puros até o casamento e que, mesmo depois de se casarem, apenas deverão fornicar com o objectivo de procriar, então está explicada a propensão que os americanos têm para a guerra. Na realidade o que temos é um país cheio de jovens com o escroto mais inchado que o Socrates depois da assinatura do Tratado de Lisboa. Com os nervos à flor da pele este pessoal está só à espera de um motivo para começar ao tiro e à chapada.
Quando os hippies diziam: "Make love, not war." Eles sabiam do que estavam a falar.
Ou se põe travão a esta difusão do criacionismo ou então teremos, dentro de uns anos, milhões de jovens americanos, com calças que mais parecem cisternas da Laticoop, desejosos de armar uma briga onde quer que seja. Lanço um apelo às mulheres americanas para que assumam o sexo, nem que seja apenas na forma de uma simples masturbadela, não como um pecado, mas como o gesto de dar a mão, ou a boca, ou o que entenderem, pela paz do mundo.
Friday, October 19, 2007
Que atire a primeira pedra...
Não estou a ver ninguém com pedras na mão.
Não me parece...
Vê-se logo que o Bill Gates não gosta de mulheres. Quer que a sua empresa consiga ler o que em alguns casos não tem leitura possível. E mesmo que consiga ler, o que for lido não terá nada a ver com o for dito ou feito pela utilizadora. Não estou a ser machista. Apenas perpetuo a ideia que todos temos de que não há quem entenda as mulheres.
Menos um...
A alcunha do triste é inspirada no creme Vicks VapoRub, neste caso alterado para Vico VaitóRabo.
Não me parece bem a ideia de andar a aplicar o creme desta forma e no sítio em questão. É por estas e por outras que nunca conseguirei vingar no mundo do espectáculo.
Quando as TIC são tecnologias indutoras de crises
Este pequeno projecto de artigo de opinião dá expressão a um tema que, embora relacionado com o multimédia e com algumas das tecnologias que povoam a Sociedade de Informação emergente, nunca é lembrado aquando da análise dos prós e contras da integração destas tecnologias nas actividades de vivência diária. Julgo meritório alguma reflexão, ainda que em tom de análise menos científica, à influência que estas tecnologias têm exercido sobre as relações pessoais de índole mais sentimental. Por outras palavras, namoricos e afins. É por demais notória a participação activa que estas tecnologias têm ganho nas dinâmicas deste tipo de relação podendo, no entanto, talvez questionar-se a influência positiva ou negativa dessa participação.
No tempo dos nossos pais uma carta, uma promessa de encontro ou mesmo um telefonema de um ou dois minutos, dia sim, dia não, seriam suficientes para marcar o ritmo de uma relação. Presentemente a mesma dinâmica seria impossível de manter. As dinâmicas presentes esperam que os dois pólos da relação estejam permanentemente contactáveis e, por vezes, através de vários meios de comunicação em simultâneo. Resultado? Confusão, como seria de prever, senão vejamos os mal-entendidos derivados, por exemplo, de um toque ou SMS por responder, uma presença no Messenger sempre ocupado ou um avatar que se teletransporta sempre que se tenta falar com o mesmo.
Chega-se, em alguns casos, a práticas tão extremistas como a que me foi contado numa tertúlia de amigos. Um casal de recém enamorados ao marcar um encontro no Fórum, ao qual um deles chegaria mais tarde, decidiu adoptar a seguinte estratégia:§ Ela chegaria mais cedo e começaria o périplo pelas Lojas do Fórum;
§ Ele, ao chegar, “daria um toque” para o telemóvel dela;
§ Ela responderia, e é aqui que toda a idiotice tecnologicamente assistida começa, com um toque caso estivesse na Zara, dois toques caso estivesse na Mango e três toques caso estivesse na Sacoor.
Se esquecermos a publicidade gratuita que acabei de fazer, a conclusão a que chegamos é que algo vai mal, mas mesmo muito mal, na cabeça de algumas pessoas. Proponho que, no caso deste casal, um toque a quatro tempos signifique que precisam ambos de acompanhamento especializado. Mal não lhes faria com certeza.
Se julga que o caso descrito não tem nada de anormal, o que me deixa deveras preocupado, então o que dizer do jovem que passa a vida a fugir, vulgo teletransportar-se, em mundos como o SecondLife pelo simples facto do avatar da sua cara metade passar a vida a meter-se nas suas conversas com outros avatares. A pergunta «Quem é aquela com quem estavas a conversar todo derretido?» parece não conhecer o limite entre o real e o virtual. Esses avatares inoportunos(as) chegam ao ponto de teclar o seu discurso utilizando como tempo verbal a primeira pessoa do plural. Penso que quando um dia programarem a acção de andar de mão dada com beijinhos a cada cinco segundos teremos chegado, neste mundo virtual, ao pico da marcação cerrada online.
Voltando ao exemplo do uso indevido do telemóvel apetece-me ainda fazer menção à estratégia de marcação “in your face” criado pelos telemóveis 3G com inúmeras funcionalidades multimédia. Já não se pode estar descansado em lado nenhum. À pergunta inicial do “onde estás?” foi adicionado a ordem complementar “manda-me uma foto ou um vídeo”. Raios! Pensarão uns. Arquivo! Pensarão outros(as) mais precavidos, com outro nível de literacia técnica e com um conjunto de fotos e vídeos previamente gravados para estas urgências.
Independentemente do tom com que se pode encarar esta intromissão das tecnologias na nossa vida é fundamental reflectir sobre a importância que as mesmas deverão realmente possuir. Exemplos de situações como as mencionadas preenchem o dia-a-dia de muitos sem se darem conta disso e, ao que me parece, têm tomado conta da tal dinâmica que alimenta as relações pessoais influenciando-a, em muitos casos, negativamente. O importante é perceber que, por vezes, algumas tecnologias, embora possam melhorar a comunicação, podem acabar por diluir a importância da mesma. O problema aqui não é da tecnologia, muitas vezes amaldiçoada, mas sim de quem a utiliza e ainda não definiu correctamente o papel da mesma na sua vida.
Se por vezes não telefonarmos a dizer que estamos a sair, podemos acabar por surpreender o outro pólo da relação com uma alegria inesperada. Bem, também podemos acabar por ser surpreendidos ao descobrir um novo pólo desconhecido...Pelo sim, pelo não, é melhor mandar um SMS, um e-mail e um Shout no Hi5 avisando que estamos a sair e vamos a caminho. Não vá o diabo tecê-las.
Thursday, October 18, 2007
Olhó pintas...
Para onde? P'rá noite? P'ros copos? P'rás meninas?
Ó Pedro, tu decide-te que o Marques Mendes tem de ver se não existe nesses lugares um limite de altura para ele e um limite de comentários idiotas para o Menezes.
Wednesday, October 17, 2007
Não me admira...
"A Caixa Geral de Aposentações (CGA) recusou a reforma por invalidez a uma professora de 50 anos a quem foi retirada parte da língua devido a um cancro, anulando uma decisão da junta médica que a tinha declarado permanentemente incapaz."
Esta decisão não me admira. Falta parte do cérebro ao nosso primeiro ministro e também ninguém o impede de governar por mais incapaz que ele demonstra ser.