Monday, October 02, 2006

Salpicos

Se há coisa que qualquer homem já fez, ainda que de forma involuntária, foi o salpicar o rebordo da sanita. Há pessoal que, talvez por preguiça, nunca se digne a levantar a tampa da sanita e encara o acto como um jogo. O objectivo, simples como o pong, é o de acertar no centro do tampa sem salpicar a mesma. Até hoje desconheço se alguma pessoa alguma vez logrou tal feito. Um bom início que sempre ilude a um fim glorioso e sem mácula, ou seja, sem salpico, acaba sempre por terminar naquele esguincho, de efeito inesperado, resultante da contracção do períneo e que, acabe sempre por manchar a performance conseguida até então.
Para os mais cuidados, ou seja, os que levantam a tampa, esta contracção final poderá resultar do esforço adicional de limpar o rebordo da cerâmica sanitária. Desengane-se aquele que pensa que este gesto é motivado pelo sentido de higiene possuído pelo agente mictor. Na verdade o que move este gesto é o receio de ter de ouvir a namorada/esposa/companheira. Quando se ouve - "Olha. Podes chegar aqui? Onde? À casa de banho". Já se sabe o que vem lá... e nunca envolve cenas do 9semanas e meia.
Não vou entrar pelo assunto da erecção matinal...Basta dizer que nunca fui muito bom no cálculo de parábolas e isso faz das minhas manhãs um pesadelo.

1 comment:

Rui Villas said...

Após bastantes experiências, descobri que apontar o jacto para a parte mais inclinada da sanita, sobre a lateral, antes de chegar à água, é o método mais eficaz para eliminar os salpicos de retorno. Estes aparecem normalmente quando a pressão do "à rasquinha" bate na àgua ou quando a porcelana, por não ser mais fina, faz com que o atrito seja maior provocando assim mais salpicos. Este método trás mais vantagens do que apenas o evitar salpicos de retorno. Torna o mictar mais silencioso, grande vantagem quando, na noite, queremos entrar despercebidos em casa.

Relativamente aos salpicos da sacudidela, interrogo-me se não serão provocados por uma sacudidela mais vigorosa, lembrando o acto de esgalhar o pessegueiro.
A sacudidela deverá ser dotada da mesma perícia com que se apontou o jacto ao local preciso da sanita, sem nunca permitir que a glande se arraste pelo orifício mictal, levando consigo mais umas gotas do indesejado liquido.

Para tudo é preciso ciência