Se há coisa que qualquer homem já fez, ainda que de forma involuntária, foi o salpicar o rebordo da sanita. Há pessoal que, talvez por preguiça, nunca se digne a levantar a tampa da sanita e encara o acto como um jogo. O objectivo, simples como o pong, é o de acertar no centro do tampa sem salpicar a mesma. Até hoje desconheço se alguma pessoa alguma vez logrou tal feito. Um bom início que sempre ilude a um fim glorioso e sem mácula, ou seja, sem salpico, acaba sempre por terminar naquele esguincho, de efeito inesperado, resultante da contracção do períneo e que, acabe sempre por manchar a performance conseguida até então.
Para os mais cuidados, ou seja, os que levantam a tampa, esta contracção final poderá resultar do esforço adicional de limpar o rebordo da cerâmica sanitária. Desengane-se aquele que pensa que este gesto é motivado pelo sentido de higiene possuído pelo agente mictor. Na verdade o que move este gesto é o receio de ter de ouvir a namorada/esposa/companheira. Quando se ouve - "Olha. Podes chegar aqui? Onde? À casa de banho". Já se sabe o que vem lá... e nunca envolve cenas do 9semanas e meia.
Não vou entrar pelo assunto da erecção matinal...Basta dizer que nunca fui muito bom no cálculo de parábolas e isso faz das minhas manhãs um pesadelo.
Monday, October 02, 2006
Sempre-em-Pé
Expliquem-me uma coisa. A que se deve o desnorte mental que leva a que num avião, logo que o mesmo levante voo e o cinto de segurança se apaga, se instale uma festa do sempre-em-pé (SEP)? Para quem não sabe o que é um SEP, no contexto de uma viagem aeronáutica, o mesmo pode ser entendido como todo o triste que não é capaz de ficar sentado mais de 10 minutos. Logo que se ouve o "plim", associado ao sinto de segurança, começa a festa. Para quem esteve 3 horas em terra desde o check-in, nada mais natural que ter logo vontade de mictar ou mandar um fax. Estiveram acompanhados no aeroporto pelos companheiros de viagem, mas, de repente, aconteceu algo de tão extraordinário que não aguentam e têm de ir contar, aos berros e a rir, a novidade à sua crew que ficou 2 filas atrás. Perguntas como - "Estás a gostar? - ou afirmações com ar de fastio como - "Bufff! Nunca mais chegamos!" - depois de 15 minutos no ar dizem bem da profundidade e importância das conversas que não podiam esperar. Sejam bem-vindas as algemas disponíveis em algumas companhias aéreas. Só tenho pena que apenas possam ser usadas em casos em que o passageiro se torna violento. Porque não alargar a utilização aos passageiros que se tornam chatos? Eu voto a favor e tu?
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